O segredo de ser verdadeiro com o teu eu

Ser exatamente quem nós somos, é muito mais do que dizer aquilo que se pensa. Dar sentido para a existência e encontrar algo que nos faça viver uma vida com mais propósito, sendo vital definir a própria liberdade de expressão.

Antigamente, a informação chegava até nós através de conversas e da observação da natureza. Hoje, de forma digital, a quantidade de informações ultrapassou qualquer limite jamais imaginado. Assim, lemos numerosas histórias e estilos de vida de pessoas das mais diferentes filosofias, raças, culturas, religiões e classes sociais, atitudes, projetos, empreendedorismo, condutas, casos de sucesso e fracasso, são exemplos para refletirmos e avaliarmos quais aqueles que nos identificamos mais. Estes modelos podem-nos inspirar, ou podem confundir a nossa construção do Eu.

Como posso encontrar este caminho de procura do Eu? Qual a razão necessária de obtermos esse caminho?

Geralmente, o ser humano procura o que lhe faz falta, conhecer e ser o nosso eu mais íntimo e profundo e, na maioria das vezes, é através do autoconhecimento e da espiritualidade que o conseguimos encontrar. E até nisto precisamos de ter muito cuidado. Hoje em dia, existem muitos grupos de espiritualidade, práticas meditativas e, em geral, quem experimenta muita coisa ao mesmo tempo, poderá criar uma enorme confusão na cabeça, como acontece numa perfumaria, quando queremos encontrar o melhor perfume para uma ocasião, ao experimentamos tantos, o nosso nariz ficará tão confuso, que se torna difícil identificar os aromas que estamos a cheirar.

Afinal, o que é ser “Eu mesmo”? Isto lembra-me uma parábola do “monge e do escorpião”. Havia um monge que percorria um caminho perto de um rio com os seus discípulos, viram um escorpião a ser levado pela corrente. O monge correu pela margem, meteu-se na água e pegou no bicho pela mão. Quando o trazia para fora, o escorpião picou-lhe e, por causa da dor, o monge deixou-o cair novamente ao rio.

Foi então à margem colher um ramo de árvore, correu outra vez, entrou no rio, apanhou o escorpião salvando-o. Os discípulos que assistiram comentaram: “mestre deve estar a doer muito! Porque foi salvar esse bicho mau e venenoso? Ele que se afogasse, seria menos um! Veja como ele agradeceu a sua ajuda, picando a mão que o salvou, não merecia a sua compaixão!” O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu: “Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha.”

Esta parábola incentiva-nos a aceitar e a compreender as pessoas como são. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar as nossas próprias reações e atitudes, cada um dá o que tem e o que pode. Ter em mente que devemos fazer a nossa parte, com muito amor e respeito ao próximo. E, cada qual conforme a sua natureza, e não conforme a do outro.

Vou agora falar de um chakra responsável por revelar-nos a nossa essência. O chakra Svadisthana, chakra do umbigo. É através dele que nos conectamos à nossa alma para experimentar a liberdade de ser o que realmente queremos ser. Este chakra permite receber as sensações e orientações da alma, pois ela já possui sabedoria divina, é por isso que sentimos: “vou fazer isto”, “não é seguro ir por aí”, “identifico-me com isto” ou “vou fazer isto agora”, tudo isto faz parte da nossa orientação interior, o âmago do ser.

Essas indicações tornam-se exatas quando a nossa alma se conecta com a nossa natureza espiritual verdadeira. O desafio consiste em deixar que a nossa alma reconheça livremente o que somos e que nos leve ao nosso padrão espiritual autêntico, só assim, poderemos libertar-nos dos aspetos que não fazem parte da nossa verdadeira identidade.

Também temos que entender que os padrões de hábitos que criamos ao longo de muitos anos ou encarnações, não podem ser erradicados num dia. Toda a nossa história vivenciada por nós, pela nossa família e os nossos ancestrais, influencia o nosso ser, se algo fosse diferente, repercutia-se em nós. E não vale a pena mascarar isso, aliás, é muito importante conhecer o nosso passado, mergulhar dentro de nós mesmos, para trazer autoconhecimento de quem fomos e somos intimamente e, sermos, no futuro, a expressão do mundo, agentes de renovação.

Ser verdadeiro passa por aceitarmo-nos tal como somos, na integra, em transparência. Abrirmos o nosso coração a nós mesmos. Olhar para o espelho e dizer: “aceito-me como sou”. Aceitar que somos metade Luz e metade Sombra, há um lado positivo e negativo em nós, o Yin e o Yang, qualidades e defeitos, existe sempre uma dualidade.

Para sermos genuínos, precisamos de usar algumas técnicas que o permitem descobrir, como leitura de aura, Astrologia, meditação, abertura de consciência, receber Reiki ou praticar Reiki, etc. É um trabalho interior que requer tempo e dedicação e, devemos assumir que nem sempre estamos disponíveis para essa descoberta, mas é fundamental seguir esse percurso.

A nossa essência, o nosso Eu, depende do autoconhecimento. Ora, se ficarmos demasiadamente preocupados em imitar os outros, podemos correr o risco de mascarar a nossa essência. E, não queremos isso, pois não?

Precisamos de acreditar e confiar nos nossos valores, crenças, e nas nossas experiências, dando-lhes uma ressignificação para nós e para os outros. Sermos nós mesmos, é ser, o que se é, na atitude, no pensamento e no ensinar. Praticar o que sabemos e, ensinar o que se pratica, é esse o segredo do “ser Eu”.

Aqui pode aceder aos artigos escritos pelo autores Joel Reis e Nuno Cardoso, fundadores da Brighid Terapias Integrativas.
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