O medo é bom para mim?

O medo é uma emoção que pode ser prejudicadora, mas também importante para nós como meio de proteção. Obviamente, o medo exacerbado congela as nossas atitudes.

Ele é tão importante como qualquer outro sentimento para sobrevivermos, já que produz no nosso cérebro uma espécie de campainha que toca aos “mil ventos” para avisar de um perigo iminente.

Nos tempos primórdios, a emoção do medo teve uma grande importância para a evolução, ela assegurava que o indivíduo reagisse atempadamente a situações ameaçadoras, como a presença de predadores ou de membros dominantes da mesma espécie e, também a realidades perigosas, como catástrofes naturais ou quando semelhantes seus tinham alguma doença. Portanto, o medo assume o significado de sobrevivência do homem ao longo dos séculos.

Como é lógico, o homem nas cavernas tinha muito medo dos seus predadores, quando ouvia um certo barulho, colocava-se em alerta e imediatamente pegava nas suas armas, mas ao aperceber-se que o som que ecoava nos seus ouvidos era de meros ramos, ficava descansado. Repentinamente, fazia-se escutar outro ruído lá fora, em modo alerta, uma vez mais, o homem assustado, pegava nas suas armas para ver o que se passava, e reparava ser o estalar e o mexer das folhas e dos ramos.

Evidentemente, o homem iria reagir sempre assim perante aquela situação, de acordo com os seus instintos, pois ele sabia que não podia facilitar para não ser morto pelos seus predadores. O medo, protegia-o e colocava-o mais atento, assim como acontecia quando ia para a caça, preparava-se ao máximo dentro das suas condições materiais e psicológicas.

Muito se sabe sobre o medo, os neurologistas explicam que o medo depende de circuitos complexos, relacionados com a amígdala, que é uma espécie de cérebro primitivo. As diferentes partes da amígdala comunicam entre si e quando estes circuitos respondem ao medo, a reação é automática.

A nossa mente regista muito bem as informações úteis que estão ligadas às situações de perigo e do medo, mesmo que não precise de pensar nisso, as informações ficam alojadas no nosso inconsciente, e serão utilizadas numa situação de perigo pelo medo.

O medo é bom, e seria muito perigoso se o eliminássemos de vez, porém, se ele for demasiado torna-nos servos dele pelas reações inconscientes, aparentemente racionais.

Vou dar outro exemplo, todos sabemos que podemos afogar-nos no mar. Numa situação de afogamento iminente, ao sermos salvos por alguém, sabemos que essa pessoa pode afogar-se também enquanto nos socorre. Porém, os nossos instintos vão reagir de forma diferente ao nosso raciocínio, certamente, tentaremos afogá-lo só para erguermos mais a cabeça e respirarmos aliviadamente, pois essa, é sem dúvida a nossa necessidade prioritária antes de sermos salvos.

A natureza criou o medo para que o ser humano use este mecanismo como proteção.

Reconhecermos, para nós, conscientemente, o bem e mal. E, claro, para sentirmos seguros, pois saberemos responder adequadamente a cada situação pela experiência, ou até mesmo, a falta dela. É bom termos medo de morrer, se não, não valorizamos a vida, é bom ter medo de perder a saúde para que estejamos muito atentos a ela. O medo alerta-nos e, assim, incentiva-nos a usar as nossas faculdades, mas se não o enfrentarmos, aí leitores, ele manda mesmo na nossa vida, gelando-nos, para perdemos as ações, podendo gerar situações de pânico.

Todos nós guardamos medos desde a infância, alojados no nosso inconsciente. Esses medos podem durar para sempre se nada for feito. Quando acontece algum episódio na nossa vida que gera o medo, ficará muito difícil desconetar essa emoção pelo pensamento lógico. Por isso, as emoções, dada a sua natureza automática, podem tornar-se num obstáculo na hora de tomar decisões conscientes, baseadas na racionalidade.

O medo é parte integrante da mente cognitiva, como todas as emoções, e participa integralmente na hora de decidirmos algo.

Enfim, o medo que permitiu ao homem a sua sobrevivência, quando se exacerba em algumas situações do dia-a-dia, fruto das experiências mal interpretadas, fá-lo refém. É por isso, que no Reiki, na meditação, Hipnoterapia, ou qualquer outra terapia holística maravilhosa, podemos transformar o medo. E digo transformar, pois a nossa mente detesta perder, então há que transformar esse medo trazido pelas experiências do passado, que é fruto das nossas escolhas, e que nos traz bastante sabedoria e essa não aparece nos livros.

Cada passo, é dado com o amor consciente e pureza de atitudes e pensamentos. Tudo o que chega até nós e onde nós chegamos, nos traz algo de útil para a nossa caminhada. O último degrau, até pode não estar ao alcance dos nossos olhos, mas podemos continuar a caminha confiadamente, tudo vem no momento certo, como acontece com os nossos pulmões, eles não conhecem ainda, o próximo ar, mas sabem que ele chegará. E, por isso, confia.

Aqui pode aceder aos artigos escritos pelo autores Joel Reis e Nuno Cardoso, fundadores da Brighid Terapias Integrativas. 
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