Mergulha no teu interior e torna-te tu mesmo

Acredito que não existam vidas perfeitas, assim como não existem pessoas perfeitas. Há pessoas que mencionam que “nada em meu redor corre bem”. Isto convence-me de uma coisa, o foco destas pessoas tem de ser redirecionado, alterando a atenção que têm nos outros para elas mesmas.

Quando estamos demasiadamente atentos ao que os outros fazem, valorizamos, ainda mais, essas vidas, menosprezando o valor que as nossas têm e isto, caro leitor, só trará frustração, indignação, insatisfação, tristeza, ansiedade e tédio.

Este tipo de atitude, leva a pessoa a comprometer-se com algo inexistente na sua mente, “gostava de ter aquela vida”, “queria tanto ter o carro do meu vizinho”, “Ah! Os meus vizinhos têm um relacionamento perfeito”. Tudo isto leva-me a crer que as pessoas ‘amarram-se’ às ilusões criadas por elas mesmas, ficando presas às suas próprias armadilhas.

“Culpar os outros pelos objetivos que não alcançamos é bloquear a nossa capacidade de evoluir. É preciso deixar de esconder os problemas debaixo do tapete.”

As ilusões estão associadas ao desejo e anseio, toda esta forma de sonho não passa de meros processos mentais, que são projetados para fora, para o exterior, concebemos ideias daquilo que consideramos perfeito para a nossa realidade.

Os sonhos são fundamentais para as nossas vidas, mas para isso é necessário estarmos conscientes do que somos e do nosso verdadeiro propósito de vida. Despertar para conhecermos e compreendermos os verdadeiros propósitos da existência.

Quando nos despejamos de sonhos ou de desejos, estamos mais livres e disponíveis para que o nosso foco esteja nas coisas que já temos e da nossa realidade. Quando isso acontece, despertamos para o nosso eu, ganhamos mais consciência do que somos e daquilo que precisamos para a nutrir a alma de forma a estar satisfeita. Somos direcionados para a dimensão do espírito, revelando o que somos verdadeiramente no Universo, que somos uma Família Única e conetada, a humanidade. Nesta compreensão, ascendemos para crescer espiritualmente. Gosto de dizer “Os degraus que subimos no crescimento espiritual não servem para ficarmos mais perto do céu, mas sim para estarmos mais próximos de nós.”

A maioria de nós seres humanos, só olhamos para fora, para o outro, e esta distração faz-nos esquecer de quem somos realmente, e de ter a possibilidade em mergulhar para o nosso interior. Quando olhamos para dentro, para o nosso interior, ficamos cientes do que somos e do que sentimos, como resultado das nossas experiências e, desta forma, despertaremos a nossa espiritualidade.

Quando meditamos ou aplicamos Reiki em nós, estamos a fechar os olhos do exterior para abrir os olhos da alma, criando o momento de despertar a nossa consciência verdadeira. Assim, podemos apreciar melhor a experiência humana, a nossa própria experiência.


“Meditar é sair de si para conhecer melhor o Eu interior.”

Aqui pode aceder aos artigos escritos pelo autores Joel Reis e Nuno Cardoso, fundadores da Brighid Terapias Integrativas.
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