Ame e permita-se amar de novo

Desde o processo gestacional, somos despertados a desenvolver a partilha. Esta é a essência do ser humano, na qual não varia de pessoa para pessoa, o que há, são construções vivenciais que diferenciam o amor ao próximo. Quando o coração bate, inicia-se a primeira interação com os pais progenitores, essa é a primeira partilha através da expressão do som e do ritmo. Logo, até aí, a mãe e o pai já partilharam algo com o bebé. Esta vinculação torna os progenitores responsáveis pela construção afetiva do bebé.

Amar é simples e natural, por vezes, as vivências que temos faz-nos bloquear esse sentimento para não sofrer. Esse amor ocorre na mesma, só que há uma dificuldade em interpretá-lo e de como lidar com ele.

A centelha do amor está camuflada por essas experiências, então é necessário enfrentá-las para que sejam compreendidas. Aqui, inicia-se um novo relacionamento afetivo connosco, aprendendo, desde aqui a compreender o amor-próprio que ajudará a interpretar melhor o amor ao próximo.

Esta aprendizagem é que nos permitirá conseguir estabelecer relações responsáveis, sensatas e de acordo com o que tem mais a ver connosco.

Se olharmos para as relações dos nossos avós e pais, vemos que isso pode espelhar exemplos para escolher quem amamos. Esses exemplos podem atrapalhar ou ajudar na nossa escolha.

É muito importante escolhermos corretamente quem amamos, mas o sentimento nem sempre vem acompanhado pela maturidade do racional e, assim colocará em causa o amor como algo belo e quiçá infindável, mas também, quando não totalmente satisfeito, identificamo-lo e sentimo-lo como algo doloroso e em muitos casos, odioso. E, isto acontece, porque a intensidade do sentimento amor não nos permite racionalizar convenientemente, levando-nos para algo de irracional.

Mais à frente, darei dicas importantes para um bom relacionamento, mantendo a sua personalidade, são bases essenciais que mantêm a chama do amor, do companheirismo, do respeito e da paixão, independentemente da idade, cultura, estatuto social ou orientação sexual. Sem estes pilares o relacionamento poderá enfraquecer, originando uma rutura. Quanto mais tarde se aperceber disso, mais difícil será alimentar a amizade, a paixão e o romance.

Quando ocorre uma quebra amorosa, haverá uma fase necessária de superação, um processo que nós terapeutas gostamos de denominar por luto amoroso, que quando não resolvido pelo próprio poderá passar a ter algo de patológico.

A perda do amor terá de ser sempre resolvida para não corrermos o risco de interferir as nossas relações familiares, sociais e de um novo relacionamento, com medo de perda, insatisfação ou de recusa de um novo amor para não sofrermos mais.

Raízes que sustentam um relacionamento

  • É importante aceitar tal e qual como é a sua cara metade, conheça-a bem;
  • É preciso saber aquilo que ele(a) gosta hoje, conhecer as suas inquietações e as suas aspirações;
  • Substitua a crítica negativa por apoio emocional, elogie regularmente;
  • Trabalhem em equipa, seja no lar, ou fora dele, estando presente nos melhores e piores momentos;
  • Destaque o que cada um tem de melhor;
  • Tenha diálogos frequentes de forma sincera e com abertura;
  • No momento de discussão, expresse as suas necessidades físicas, emocionais e psicológicas. Não ataque, intoxicando a relação, utilize mais vezes o EU, em vez do TU;
  • É essencial que expandam os seus conhecimentos mutuamente;
  • Pratique sexo com criatividade e paixão, não o torne robótico, o prazer tem de ser para os dois;
  • Mantenha regularmente um clima de excitação sem que isso leve ao sexo, é importante aproveitar momentos espontâneos de um ou dois minutos por dia para estimular a conexão entre o casal.
Todos nós temos a oportunidade de despertar de nós o amor, ele sempre existiu e existirá, cabe a nós cativarmos e deixar-nos cativar.

Aqui pode aceder aos artigos escritos pelo autores Joel Reis e Nuno Cardoso, fundadores da Brighid Terapias Integrativas.
Direitos de autor protegidos pela lei internacional. Caso deseje copiar algum dos textos por favor indique este website. Em caso de descobrir textos deste site que tenham sido copiados, e não tenham a sua origem no final, faça o favor de nos contactar para o e-mail geral@brighid.pt

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.